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| Cléofas/Loyola, 4ª. ed. (2013) |
"A troco de negarem que Jesus Cristo é Deus, não lhes importa [aos críticos] conceder-lhe o que concedem. Negar, com todas as forças, que Jesus Cristo seja Deus, mas exaltá-lo como homem até o ideal. Mas, reparai, senhores: é precisamente daquilo que concedem a Jesus Cristo como homem que se conclui, de maneira intuitiva, ser ele Deus." (Excerto da pág. 74)
Embora tenha um título que remeta a uma defesa da divindade de Jesus (como a segunda Pessoa da Santíssima Trindade), e, de fato, também o faça, este livro trata antes de um esforço do autor em conduzir o leitor pela via da razão e do bom senso a considerar com seriedade a chamada "questão religiosa", vilipendiada pelos que se tomam como homens práticos e de ciência. É, na verdade, uma "transcrição" de cinco conferências que o autor, padre jesuíta (daí o "SJ", "Societas Jesu", "Companhia de Jesus", em latim), proferiu em 1933, publicados originalmente em Madri com o título ¿Jesucristo es Dios? Conferencias cuaresmales, livro que ficou conhecido como "máquina de fazer católicos".

