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segunda-feira, 18 de maio de 2020

Resenha: Jesus Cristo é Deus? (Laburu, 1933)

Cléofas/Loyola, 4ª. ed. (2013)
"A troco de negarem que Jesus Cristo é Deus, não lhes importa [aos críticos] conceder-lhe o que concedem. Negar, com todas as forças, que Jesus Cristo seja Deus, mas exaltá-lo como homem até o ideal. Mas, reparai, senhores: é precisamente daquilo que concedem a Jesus Cristo como homem que se conclui, de maneira intuitiva, ser ele Deus." (Excerto da pág. 74)

Embora tenha um título que remeta a uma defesa da divindade de Jesus (como a segunda Pessoa da Santíssima Trindade), e, de  fato, também o faça, este livro trata antes de um esforço do autor em conduzir o leitor pela via da razão e do bom senso a considerar com seriedade a chamada "questão religiosa", vilipendiada pelos que se tomam como homens práticos e de ciência. É, na verdade, uma "transcrição" de cinco conferências que o autor, padre jesuíta (daí o "SJ", "Societas Jesu", "Companhia de Jesus", em latim), proferiu em 1933, publicados originalmente em Madri com o título ¿Jesucristo es Dios? Conferencias cuaresmales, livro que ficou conhecido como "máquina de fazer católicos".

domingo, 30 de junho de 2013

Resenha: "A República" (Platão)


A tirinha do Cebolinha foi meu primeiro contato com Platão. Ainda guri, sem entender o sentido da piada, perguntei a minha mãe de que se tratava. Respondeu que "Platão" era um filósofo grego. Daí que "grego" é quem nasce na Grécia e que "filósofo" é um cara muito inteligente que vive pra pensar. A princípio, "filósofo" me pareceu boa coisa, até que percebi que pensar por conta própria é muito problemático e que o termo, hoje em dia, é usado praticamente como pejorativo.