"Nau+frágio" - quebra da navio...
| "Le radeau de la Méduse" (1818/19), de Théodore Géricault (1791-1824) |
Tem um provérbio árabe que diz que só é nosso de verdade aquilo que podemos salvar num naufrágio, ou seja, mal nosso corpo nos pertence, e mal nossa razão, porque podemos enlouquecer com a experiência.
Mas o que mais gosto na ideia de naufrágio é que enfim o homem vê quais são suas verdadeiras prioridades e o quanto ele correu atrás de vento, ensandecido de vaidade. Suas necessidades artificiais desaparecem, ele despenca na pirâmide das necessidades de Maslow, e se vê obrigado a se ver tal como é.
