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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Resenha: Reencarnação - vinte casos (Ian Stevenson, 1974)

Vida & Consciência (2011), 520 páginas
"No dia 19 de janeiro de 1951, Ashok Kumar, conhecido como Munna, filho de seis anos de Sri Jageshwar Prasad, [...] foi atraído para longe do local onde brincava e brutalmente assassinado, com uma faca ou lâmina, por dois vizinhos [...] Alguns anos depois, [o pai] ficou sabendo que um menino nascido em outro Distrito de Kanauj, em julho de 1951 [...] havia descrito a si mesmo como o filho de Jageshwar, um barbeiro do Distrito de Chhipatti, e havia dado detalhes de 'seu' assassinato, dizendo o nome dos assassinos, o local do crime e outras circunstâncias da cidade e da morte Munna" (O caso de Ravi Shankar).

Foi no livro "A explicação do inexplicável" (Explaining the Unexplained: Mysteries of the Paranormal, 1982) que tomei conhecimento das pesquisas do psiquiatra canadense Ian Stevenson a respeito da reencarnação. O psicólogo britânico Carl Sargent e o psiquiatra alemão Hans Jürgen Eysenck apresentam naquela obra diversas evidências (ou pelo menos indícios intrigantes) da sobrevivência da alma após a morte do corpo físico, como os fenômenos de poltergeist, as experiências de quase morte (EQM), experimentos do tipo ganzfeld (percepção extrassensorial), comunicações mediúnicas e, finalmente, relatos de lembranças de vidas passadas investigados por diversos cientistas ao redor do mundo, mas com destaque para o pioneirismo de Stevenson. "O que mais qualifica o trabalho de Stevenson é seu profissionalismo próximo do intimidante", comentam. De fato, em cerca de 50 anos de diligência, mais de 2.500 casos foram catalogados com cuidado obsessivo. Embora cauteloso quando aos dados levantados nesse incipiente campo de pesquisa, Stevenson chega a afirmar com segurança que "alguns dos [vinte] casos [deste livro] fazem muito mais do que sugerir a reencarnação: parecem oferecer boas provas".

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Resenha: Muitas vidas, muitos mestres (Brian L. Weiss, 1988)

Ed. Sextante (2009), 144 páginas
"Não temia mais a minha própria morte ou a não-existência. Tinha menos medo de perder os outros, mesmo sabendo que iria sentir falta deles. Como é poderoso o medo da morte! [...] Ficamos tão preocupados com nossas próprias mortes que esquecemos o verdadeiro objetivo de nossas vidas."

Neste livro, o psiquiatra Brian Leslie Weiss apresenta um caso de terapia que mudou não só a vida de sua paciente como a sua própria. Formado em Yale, uma das 10 melhores universidades do mundo (52 laureados Nobel), Weiss "fazia parte da nova geração de psiquiatras biologistas", focado na nova ciência da química cerebral, moldando-se "aos estreitos caminhos do conservadorismo da minha profissão". Até então havia escrito 37 artigos científicos, e foi com visão de cientista que teve de lidar com fatos para os quais não tinha nenhuma explicação, reconhecendo que "há muitas coisas sobre a mente humana que se encontram além de nossa compreensão". 

Essa reviravolta começou quando o doutor assumiu o caso de Catherine, uma jovem nervosa, sobrecarregada de temores, que "para se sentir segura, dormia dentro do armário embutido do apartamento em que morava", que tinha pesadelos, crises de sonambulismo, fobias... Sem encontrar solução para o sofrimento dela, após apelar para todos os recursos ortodoxos de sua área, Weiss recorreu à hipnose, para vasculhar lembranças reprimidas de infância da paciente. E foi voltando no tempo, voltando e voltando que se deparou com revelações e acontecimentos que não só ofertariam um novo rumo à Psiquiatria como uma nova visão da vida e da morte.