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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Resenha: Muitas vidas, muitos mestres (Brian L. Weiss, 1988)

Ed. Sextante (2009), 144 páginas
"Não temia mais a minha própria morte ou a não-existência. Tinha menos medo de perder os outros, mesmo sabendo que iria sentir falta deles. Como é poderoso o medo da morte! [...] Ficamos tão preocupados com nossas próprias mortes que esquecemos o verdadeiro objetivo de nossas vidas."

Neste livro, o psiquiatra Brian Leslie Weiss apresenta um caso de terapia que mudou não só a vida de sua paciente como a sua própria. Formado em Yale, uma das 10 melhores universidades do mundo (52 laureados Nobel), Weiss "fazia parte da nova geração de psiquiatras biologistas", focado na nova ciência da química cerebral, moldando-se "aos estreitos caminhos do conservadorismo da minha profissão". Até então havia escrito 37 artigos científicos, e foi com visão de cientista que teve de lidar com fatos para os quais não tinha nenhuma explicação, reconhecendo que "há muitas coisas sobre a mente humana que se encontram além de nossa compreensão". 

Essa reviravolta começou quando o doutor assumiu o caso de Catherine, uma jovem nervosa, sobrecarregada de temores, que "para se sentir segura, dormia dentro do armário embutido do apartamento em que morava", que tinha pesadelos, crises de sonambulismo, fobias... Sem encontrar solução para o sofrimento dela, após apelar para todos os recursos ortodoxos de sua área, Weiss recorreu à hipnose, para vasculhar lembranças reprimidas de infância da paciente. E foi voltando no tempo, voltando e voltando que se deparou com revelações e acontecimentos que não só ofertariam um novo rumo à Psiquiatria como uma nova visão da vida e da morte.