quinta-feira, 8 de maio de 2014

Reunião Pública: "A realeza de Jesus"

Reunião pública de 29 de abril de 2014 no Centro Espírita Eurípedes Barsanulfo.

A proposta das reuniões é leitura e comentário sobre passagem de "O Evangelho segundo o Espiritismo", de Allan Kardec. O livro, publicado em 1864, compõe-se de comentários de Kardec e mensagens mediúnicas a respeito das máximas cristãs, mormente dos Evangelhos, ressaltando os ensinamentos morais e a aplicação deles. Aqui, comentamos o capítulo II, "Meu reino não é deste mundo", seção 4, "A realeza de Jesus".

LEITURA

A realeza de Jesus


Todos entendem que o reino de Jesus não é deste mundo. Mas será que isso também significa que Jesus não tenha uma realeza sobre a Terra?

Não é sempre que o título de "rei" implica um poder temporal. Ele também é dado, por consentimento unânime, àquele que se destaca por seu gênio no âmbito de qualquer ideia, que domina seu século e que tem influência sobre o progresso da humanidade. É neste sentido que se diz "rei (ou príncipe) dos filósofos", "rei dos artistas", "rei dos poetas", "rei dos escritores", etc.


Não é verdade que esse tipo de realeza, nascida do mérito pessoal e consagrada pela posteridade, tenha frequentemente uma preponderância bem maior que aquela realeza que usa uma coroa [material]? A realeza moral é imperecível, enquanto que a outra é jogo das circunstâncias. Ela é sempre abençoada pelas gerações futuras, enquanto que a outra, às vezes, é até amaldiçoada. A realeza terrena acaba junto com a vida. Já a realeza moral continua a governar, e ainda mais após a morte.

Então, com esse título, não seria Jesus um rei muito mais poderoso que muitos potentados? Portanto, é com razão que ele disse a Pilatos: "Sou rei, mas meu reino não é deste mundo". (
Tradução livre)
























COMENTÁRIO


A proposta de Kardec para a obra segue a visão cristã primitiva de que devemos evitar debates "que fornecem mais questões para pesquisa do que uma dispensação de algo por Deus em conexão com a fé", com o fim de nos empenharmos "pelas coisas que produzem paz e (...) edificação mútua" (1 Timóteo 1:4, 5). Nessa linha de pensamento, ressalta a realeza moral de Jesus e dispensa toda a polêmica levantada em torno do tema desde a Antigüidade.

A polêmica


É que a realeza de Cristo está ligada à expectativa dos judeus pelo prometido Messias. O próprio termo, Mashiahh, em hebraico, significa "ungido", que vem da prática de despejar óleo sobre a cabeça do suserano eleito (1 Samuel 16: 12, 13). O prometido rei aparece em Gênesis 49:10 como "Siló", "aquele de quem [o cetro] é de direito". O profeta Daniel chegou a apontar em quanto tempo "o Messias", "o Líder", apareceria em Israel: 69 semanas proféticas (Daniel 9:25). Em grego, "Messias" é traduzido "Cristo" (Khristós, João 1:41). Além disso, havia a ideia de que viria "o Profeta", que seria o mesmo Messias (João 6:14).

Essa expectativa é mostrada em Mateus 2:2-4, onde lemos que Herodes consultou os escribas para saber em que tempo nasceria "o rei dos judeus [...] o Cristo", decerto conferindo a profecia de Daniel. No entanto, a concepção de Messias, de rei, que os judeus mantinham, fez com que não aceitassem Jesus como sendo o prometido salvador. A Enciclopédia Judaica [E.J.] menciona que "eles ansiavam o prometido libertador da casa de Davi, o qual os livraria do jugo do odiado usurpador estrangeiro, poria fim ao ímpio domínio romano e estabeleceria Seu próprio reinado de paz” (E.J., v. VIII). Não recebendo Jesus como tal, aguardaram o aparecimento de quem fosse desempenhar o papel segundo a ideia popular: "No começo do segundo século (132-135 EC), Shimeon bar-Kokhba' foi considerado o Messias, liderou os judeus contra os romanos, chegou a retomar Jerusalém, mas foi derrotado e decapitado" (E.J., v. X). De decepção em decepção, segundo a mesma enciclopédia, de 135 EC a 1744 EC, apareceram 28 falsos messias! (E.J., v. X) E a espera continua até hoje entre os judeus.

O Arco de Tito mostra o saque de Jerusalém pelos romanos no ano 70 EC (Primeira revolta judaica). O candelabro, chamado "menorá", era utensílio do templo. Esse duro golpe no orgulho nacionalista judaico, somado aos massacres e à humilhante deportação de 1 milhão de judeus para os circos de Roma, fez urgir o messianismo, propiciando a consagração de guerrilheiros como Bar Kochba (Terceira revolta judaica). Jesus, porém, já havia recusado esse papel na história.

A compreensão


Interessante que até mesmo os discípulos mais próximos de Jesus esperavam um rei-guerreiro. Após a ressurreição, no caminho para a aldeia de Emaús, os discípulos falavam a um estranho (o próprio Jesus incógnito) que “esperávamos que este homem fosse o destinado a livrar Israel” (Lucas 24:21). Mesmo no dia da ascensão, ainda perguntaram: “Senhor, é nesse tempo que restabeleces o reino a Israel?” (Atos 1:6). Jesus esperou que alcançassem a compreensão espiritual de sua missão. Só após Pentecostes de 33 EC, a iluminação completou o entendimento que passou a ser defendido, sobre o tão pregado, mas até então mal compreendido, "Reino de Deus" (Mateus 10:7; compare Mateus 5:3 com Lucas 6:20).

Dessa negação da realeza terrena de Jesus veio a dificuldade de difusão do Cristianismo entre os judeus do séc. I EC. Paulo, por exemplo, teve de "provar logicamente que este é o Cristo" (Atos 9:22) e "raciocinou […] à base das escrituras […] provando com referências... [que este] é o Cristo” (Atos 17:2, 3). Em suas pregações, o apóstolo das nações chama de "Israel de Deus" aqueles que andam "ordeiramente segundo esta regra de conduta", oriunda de "uma nova criação" (Gálatas 6:15, 16), em oposição à visão nacionalista e étnica do Israel físico. "Porque não é judeu aquele que o é por fora, nem é circuncisão aquela que a é por fora, na carne. Mas judeu é aquele que o é no íntimo, e a [sua] circuncisão é a do coração, por espírito, e não por um código escrito." (Romanos 2: 28, 29) Ou seja, o Messias, o Cristo, é o salvador de uma nação espiritual, sua capital é a "Jerusalém de cima" (Gálatas 4:26), e é um sacerdote tanto quanto "Rei da Paz" e "Rei da Justiça" (Hebreus 6:20, 7:1)

Mesmo os primeiros cristão tinham ideia de um Cristo revolucionário. A compreensão de que o Messias seria rei espiritual de toda a humanidade foi melhor compreendida após Pentecostes de 33 EC. A ilustração é um mural na mesma cidade grega de Bereia, onde Paulo fez uma de suas inúmeras defesas de Jesus como o Cristo prometido, recorrendo às próprias Escrituras para provar a dimensão espiritual de sua realeza.

Jesus, de fato, não assumia o papel de Messias segundo a concepção judaica (Marcos 8: 29, 30) . Certa vez, a multidão, reconhecendo que "este é certamente o profeta", tentou "apoderar-se dele para o [fazer] rei", mas ele se retirou para o monte, sozinho (João 6:14, 15). No entanto admitiu ser o Cristo, por exemplo, para Pedro, a quem "isso não [...] foi revelado por carne e sangue, mas por meu Pai, que está nos céus" (Mateus 16:16, 17), e para a samaritana junto ao poço de Jacó, uma herege segundo o Judaísmo mas que sabia que o Cristo declararia "todas as coisas" relativas à verdadeira adoração, "em espírito e verdade" (João 4:23-26).

Sua abdicação da coroa mundana já havia sido demonstrada na batalha espiritual contra a influência de Satanás no deserto. Como havia oferecido "toda esta autoridade e a glória [dos reinos da terra habitada]" porque "os dou a quem quiser" (Lucas 4:5-7), Jesus poderia depois responder a Pilatos que "meu reino não faz parte do mundo" (João 18:36). Pois o custo da realeza terrena significaria adorar e prestar serviço sagrado a outro, que não Deus (Mateus 4:10).

De fato, como o reino de Cristo poderia ser neste mundo? No Novo Testamento, a palavra "mundo", em grego, é kósmos, que se refere não ao planeta físico mas a uma ordem, a um sistema, segundo o qual se age, se vive. Como Paulo comenta, "andastes outrora segundo o sistema de coisas deste mundo [kósmos], segundo o governante da autoridade do ar, o espírito que agora opera nos filhos da desobediência" e que "andávamos outrora entre eles em harmonia com os desejos de nossa carne, fazendo as coisas da vontade da carne [...] e éramos por natureza filhos do furor" (Efésios 2:1-5). A conseqüência desse ajustamento à ordem (mundo, kósmos) significa "inimizade com Deus" (Romanos 8:7), pois "o mundo [...] jaz no poder do iníquo" (1 João 5:19):

"Não estejais amando nem o mundo, nem as coisas no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo [o que há] no mundo — o desejo da carne, e o desejo dos olhos, e a ostentação dos meios de vida da pessoa — não se origina do Pai, mas origina-se do mundo. Outrossim, o mundo está passando, e assim também o seu desejo, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre" (1 João 2: 15-17).






Então, somos admoestados a cessarmos "de ser modelados segundo este sistema de coisas", mas a sermos transformados pela reforma da mente, a fim de provarmos a nós mesmos "a boa, e aceitável, e perfeita vontade de Deus" (Romanos 12:2). Nas palavras de Jesus, "no mundo tereis atribulações, mas, coragem! eu venci o mundo" (João 16:33), porque "tudo o que nasceu de Deus vence o mundo" (1 João 5:4). Ainda: "aquele que diz que permanece em união com ele [Cristo] está também sob a obrigação de prosseguir andando assim como esse andou" (1 João 2:6). Dessa forma, o mundo toma a ofensiva como um inimigo, que "tem odiado [os cristãos], porque não fazem parte do mundo, assim como eu [Jesus] não faço parte do mundo" (João 17:14). Mais uma vez, essa batalha, travada no campo espiritual, contra o sistema, o mundo, é descrita de forma dramática por Paulo:

"[P]orque temos uma pugna, não contra sangue e carne, mas contra os governos, contra as autoridades, contra os governantes mundiais desta escuridão, contra as forças espirituais iníquas nos lugares celestiais. Por esta razão, tomai a armadura completa de Deus, para que possais resistir no dia iníquo" (Efésios 6:12, 13)





Esse combate, já tem desfecho certo. O temido livro de Apocalipse (Revelação) diz que Jesus, "aquele que nos ama [...] fez de nós um reino [...] para seu Deus e Pai", pois, "o reino do mundo tornou-se o reino de nosso Senhor e do seu Cristo, ele reinará para todo o sempre" (Revelação 11:15), perspectiva esta que suscita em nós a exultação muito bem expressada no coral "Hallelujah", do oratório "The Messiah", de Georg Friedrich Händel (1685-1759).

O famoso "Aleluia", do oratório "O Messias", de 1741. A letra, de passagens da Bíblia, diz:
"Aleluia! Pois o Senhor Deus Onipotente reina! 
"O reino do mundo se tornou o reino de Nosso Senhor e do seu Cristo,
"E ele reinará para todo sempre!
"Rei dos reis, e Senhor dos senhores!"

Assim, é de se estranhar que de boca se proclame Jesus como rei, mas se espere que seu reino seja mundano e preste serviço aos desejos primitivos por prazeres carnais, vingança (tortura eterna em fogo) e mesmo cobiça materialista. Apenas para ilustrar, o Alcorão menciona que "os tementes de Deus terão jardins e vinhedos, donzelas de seios firmes [...] e taças cheias" (surata 78:31-34), que "criamos as huris, fazendo-as sempre virgens, amorosas [...] para os homens da direita" (surata 56:35-38), que "festejarão com frutas abundantes e bebidas, tendo ao lado beldades de olhar casto" (surata 38:51, 52), "beldades puras, de olhos grandes, similares a pérolas em sua concha" (surata 37:48,49), etc. A ideia, todavia, não ocorre apenas no Islã. A chamada "Teologia da Prosperidade" prevê para os fiéis, já neste mundo (ou melhor, justo neste mundo), uma recompensa financeira pela fé, que difere fundamentalmente com a exortação "parai de armazenar para vós tesouros na terra [...] antes, armazenai [...] nos céus" pois "onde estiver o teu tesouro, ali estará também o teu coração" (Mateus 6: 19-21).

"Le rêve du croyant" [O sonho do crente], c. 1870, de Jean-Baptiste Achille Zo (1826-1901), ilustra a transferência dos desejos mundanos para o Reino de Deus. Se para o árabe fustigado pelo deserto e temeroso por sua linhagem o ideal de paraíso era possuir huris (donzelas lindíssimas), frutas, almofadas, "sombra e água fresca", mais para o Ocidente, o desejo de status e poder é o que molda a visão de Reino (compare com Marcos 9:33-35). 


O reino em nós

O Espiritismo retoma a originária ideia cristã do reino pessoal. Por exemplo, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, o espírito "André Luiz" definiu "Reino de Deus" como "estado de sublimação da alma, criado por ela própria, através de reencarnações incessantes" ("O Espírito da Verdade", cap. 8, "A rigor").

Esse conceito foi proferido pelo próprio Jesus ao dizer que "o Reino de Deus está dentro de vós" (Lucas 17:21, que usa a palavra grega entós, "dentro"). No evangelho apócrifo de Tomé, também se atribuem a Jesus as seguintes palavras: "Se vossos guias vos disserem 'o reino está nos céus', então as aves vos precederam; 'o reino está no mar', então os peixes vos precederam. Mas o reino está dentro de vós" (verso 3). Noutra passagem: "Os discípulos lhe perguntaram: 'Em que dia vem o Reino?' Jesus respondeu: 'Não vem pelo fato de alguém esperar por ele; nem se pode dizer "ei-lo aqui!" ou "ei-lo acolá!" O reino está presente no mundo inteiro, mas os homens não o enxergam'" (verso 113).

Com tudo isso em mente, "André Luiz" prossegue com uma exortação: “Acima de tudo, consolide no coração a certeza de que a revelação maior é aquela que nos preceitua o dever de procurar com Jesus a nossa libertação do mal e, em nosso próprio benefício, compreendamos a real posição do Mestre como Excelso Condutor de nosso mundo, em cujo infinito amor estamos construindo o Reino de Deus em nós" ("O Espírito da Verdade", cap. 92).

Ainda pelo lápis de Chico Xavier, "Emmanuel" acrescenta o seguinte lembrete: “O Cristo nunca faltou às suas promessas. Seu reino divino se ergue sobre consolações imortais; mas, para atingi-lo, faz-se necessário seguir-lhe os passos e ninguém ignora qual foi o caminho de Jesus, nas pedras deste mundo.” ("Caminho, Verdade e Vida, cap. 11, “Conforto”).

Finalmente, gostaria de encerrar com uma página de "Emmanuel", convocando-nos a assumirmos nossa cidadania no reino de Cristo, para o quê devemos escolher sob qual realeza iremos servir:

“Nenhum servo pode servir a dois senhores.” – Jesus (Lucas, 16:13.) 

Se os cristãos de todos os tempos encontraram dolorosas situações de perplexidade nas estradas do mundo, é que, depois dos apóstolos e dos mártires, a maioria tem cooperado na divulgação de falsos sentimentos, com respeito ao Senhor a quem devem servir. 

Como o Reino do Cristo ainda não é da Terra, não se pode satisfazer a Jesus e ao mundo, a um só tempo. O vício e o dever não se aliam na marcha diária. 

Que dizer de um homem que pretenda dirigir dois centros de atividade antagônica, em simultâneo esforço? 

Cristo é a linha central de nossas cogitações. 

Ele é o Senhor único, depois de Deus, para os filhos da Terra, com direitos inalienáveis, porquanto é a nossa luz do primeiro dia evolutivo e adquiriu-nos para a redenção com os sacrifícios de seu amor. 

Somos servos dEle. Precisamos atender-lhe aos interesses sublimes, com humildade. E, para isso, é necessário não fugir do mundo, nem das responsabilidades que nos cercam, mas, sim, transformar a parte de serviço confiada ao nosso esforço, nos círculos de luta, em célula de trabalho do Cristo. 

A tarefa primordial do discípulo é, portanto, compreender o caráter transitório da existência carnal, consagrar-se ao Mestre como centro da vida e oferecer aos semelhantes os seus divinos benefícios.

 ("Caminho, Verdade e Vida", cap. 142, “Um só senhor”)






























5 comentários:

  1. Seu texto é uma verdadeira aula! Quanta informação interessante.
    Engraçado como uma passagem tão pequena possa ter gerado tantas interpretações e dúvidas, levando ao esquecimento de seu propósito maior, o de perceber que o Reino de Deus está em nós.
    Quando criança, achava confuso tantos adultos terem percepções diferentes de uma mesma leitura. Ainda, quando trechos bíblicos eram usados para determinar o modo de tratar a um outro irmão que não coadunasse com as mesmas convicções. Agora, numa fase madura da vida, percebo que o problema não são as palavras, mas quem as lê e como o faz. Muitos textos são levados para uma linha de pensamento, quando a intenção do autor, quando ele tem a chance de o dizer, seria outra. Imagine com um texto tão complexo quanto a sua autoria e composição, e que passou por tantas traduções, como é a Bíblia. Mas do que entender o texto, acredito que o importante é cultivar na alma os valores primordiais que conduzirão na interpretação: o amor a Deus, acima de tudo; e o amor ao próximo. Então, passamos a uma questão premente: o amor. Sentimento tão almejado e tão pouco conhecido na sua essência. Poderias nos falar a respeito disso num próximo post? Abraços.

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    1. Obrigado por comentar!

      Conforme seja escalado para palestra nas reuniões públicas, vou procurar divulgar aqui meus comentários sobre o tema. Como "O Evangelho segundo o Espiritismo" está repleto de passagens sobre o amor, também será objeto de novas postagens no futuro. Se Deus quiser!

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  2. O grande problema quando as pessoas falam de religião é a falta de bom senso quando o assunto é religião é que a maioria está preocupada em defender suas teorias. Quando na verdade deveriam observar que embora seguindo caminhos diferentes querem chegar ao mesmo lugar, ou seja, Deus! E é essa falta de entendimento que nos leva a gueras, dores, conflitos, ao invés de propagarmos o amor! Seus textos são interessantes porque trazem sempre informações eloquentes. Parabéns!

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    1. Obrigado por comentar!

      A história está cheia de exemplos nefastos que exemplificam o que disseste acima. Isso me faz pensar que, na verdade, não é a religião a causa dos problemas, mas que ela própria é a maior vítima do fanatismo e da confusão que se faz de seu conceito: porque muito do que se diz ser problema causado pela religião, é na verdade originado de ideais frontalmente opostas. Por exemplo, quem poderia dizer que foi a fé que motivou as cruzadas medievais e as jihads de hoje, quando os livros sagrados da Cristandade e do Islã, e mestres espirituais das duas religiões, pregam o amor até aos inimigos e a tolerância, respectivamente? Quem pode dizer que a corrupção do Papado na época dos Bórgias, p.ex., se devia à fé católica e não ao jogo político de famílias influentes? É a tal coisa, religião, em essência, não é causa, mas pretexto.

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    2. O grande problema quando as pessoas falam de religião é a falta de bom senso é que a maioria está preocupada em defender suas teorias. Quando na verdade deveriam observar que embora seguindo caminhos diferentes querem chegar ao mesmo lugar, ou seja, Deus! E é essa falta de entendimento que nos leva a gueras, dores, conflitos, ao invés de propagarmos o amor! Seus textos são interessantes porque trazem sempre informações eloquentes. Parabéns!

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