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sábado, 29 de junho de 2013

"Um remédio para a humanidade"

Certo homem se dirigia a uma conferência quando foi abordado por um mendigo suplicando esmola. Procurou nos bolsos do casaco e da calça e, como não tivesse dinheiro consigo, abaixou-se, arrancou as fivelas de prata de seus sapatos e deu-as ao pobre. O homem seguiu e compareceu diante do czar da Rússia com os sapatos amarrados com fibras de palha. Seu nome: Johann Heinrich Pestalozzi.

Pestalozzi nasceu em Zürich (Zurique), Suíça, em 12/01/1746 e conheceu a pobreza desde cedo. Perdeu o pai aos 6 anos e foi sustentado com seus dois irmãos pelos esforços heroicos de sua mãe Suzanne e da fiel “empregada” Babeli (Barbara Schmid). Muito sensível e melancólico, refletia sobre a condição humana observando a indigência dos camponeses em volta do presbitério onde seu avô, Andreas, era pastor luterano. Dele recebeu os rudimentos do latim e na escola prosseguiu seus estudos.
Lá era alvo das troças dos colegas que o chamavam “Henriquinho Esquisito da Terra dos Tolos”. Em 1755, quando o terremoto de Lisboa também sacudiu e assustou seu país, “Henriquinho” manteve a serenidade e entrou na escola trepidante para salvar seus livros e cadernos enquanto todos fugiam apavorados. Não bastasse a coragem, certa vez, voltando da aula, o menino chegou em casa com seu “Novo Testamento” desfalcado: retirara o cadeado de prata para doá-lo a um camponês. Observava os casebres miseráveis contrastando com a beleza natural da paisagem e se preocupava com o destino das crianças que logo ingressariam nas fábricas para trabalharem em regime de verdadeira escravidão. Que fazer para ajudar?