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domingo, 16 de novembro de 2014

Resenha: Depois da morte (Léon Denis, 1889)

FEB (26ª. ed., 2007), 336 páginas
"Quando a Química nos ensina que nenhum átomo se perde, quando a Física nos demonstra que nenhuma força se dissipa, como acreditar que esta unidade prodigiosa em que se resumem todas as potências intelectuais, que este eu consciente, em que a vida se desprende das cadeias da fatalidade, possa dissolver-se e aniquilar-se?" (grifo do autor).

Essa foi a grande questão que o francês Léon Denis perseguiu desde a juventude. Autodidata que afundava nos livros, aos dezoito anos se deparou, por acaso, com "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec, que direcionou sua vida para o campo do experimentalismo psíquico, da filosofia espírita e para o trabalho de defesa e divulgação da Doutrina, que, na França, lhe rendeu o epítome de "Apóstolo do Espiritismo". De cidade em cidade, muitas vezes a pé, com cajado na mão, Denis realizou palestras e conferências, e escreveu brochuras sobre a existência de Deus, as bases lógicas e empíricas da vida após a morte e as implicações morais daí decorrentes. Aos 43 anos, Denis publicou "Depois da Morte" (Après la Mort), que sintetiza sua bandeira de luta, uma "filosofia serena e profunda", que moveu um enlutado ateu a se expressar desta forma: "Li 'Depois da morte' e chorei as lágrimas mais doces de minha vida [...] Gostaria de ser rico para editá-lo aos milhões e vê-lo em todas as mãos, sobre toda a Terra. Nada jamais será escrito em qualquer língua que seja tão grande e tão belo" (Em "Léon Denis,  L'Apôtre du Spiritisme - Sa vie, son œuvre").