quinta-feira, 6 de outubro de 2022

"Franciscano" sem Cristo, Igreja e... Francisco!

Ecco, il santo!

Trata-se duma fala do frei franciscano David dos Santos, diretor executivo da Educafro, manifestando apoio aos candidatos à presidência da república e ao governo de São Paulo, ambos de partido declaradamente comunista. (O vídeo e a transcrição podem ser vistos mais abaixo.)

Na impossibilidade de comentar cada um dos absurdos proferidos, seguem algumas notas.

Os "cristãos"

Ambos os candidatos incensados pelo frei pregam ideias condenadas pela Igreja. Desde o Papa Leão XIII, a Igreja tem se manifestado em documentos magisteriais oficiais contra as doutrinas e o modo de ação revolucionário defendidos pelos candidatos (Como disse o Papa Pio XI, "condenamos os erros e processos dos comunistas").

Papa Leão XIII - franciscano!
Para citar apenas alguns exemplos, o Papa Leão XIII, na encíclica "Rerum Novarum", condena abertamente algumas bases do programa socialista dos dois candidatos. Os socialistas são contra a privatização e a favor de que o Estado tenha a posse das propriedades particulares (empresas, imóveis, etc.). Também, abertamente incitam um parte da população contra a outra. Contra esses, o Papa diz:

Os socialistas (...) instigam nos pobres o ódio contra os que possuem [propriedades], e pretendem (...) [que a] administração deve voltar para os Municípios ou para o Estado. Mediante esta transladação das propriedades e esta igual repartição das riquezas e das comodidades que elas proporcionam entre os cidadãos, lisonjeiam-se de aplicar um remédio eficaz aos males presentes. Mas semelhante teoria, longe de ser capaz de por termo ao conflito, prejudicaria ao operário se fosse posto em prática. Outrossim, é sumamente injusta, por violar os direitos legítimos dos proprietários, viciar as funções do Estado e tender para a subversão completa do edifício social.(Grifos meus.)

O presidenciável chegou a proferir em público que a Igreja não deve se meter em assunto de governo, e que ele prega o estado laico. O que significa "estado laico" para ele é óbvio: a religião não deve ter nenhum poder sobre o estado/governo, mas o estado/governo deve poder interferir na religião. Essa é outra tese condenada pela Igreja. O mesmo Papa Leão XIII, noutra encíclica ("Vehementer Nos"), afirmou:

"Que seja preciso separar o Estado da Igreja, é esta uma tese absolutamente falsa, um erro perniciosíssimo. Com efeito, baseada nesse princípio de que o Estado não deve reconhecer nenhum culto religioso ela é, em primeiro lugar, em alto grau injuriosa para com Deus; porquanto o Criador do homem também é o Fundador das sociedades humanas, e conserva-as na existência como nos sustenta nelas. Devemos-lhe, pois, não somente um culto privado, mas um culto público e social para honrá-lo.

"Além disto, essa tese é a negação claríssima da ordem sobrenatural. De feito, ela limita a ação do Estado à simples demanda da prosperidade pública durante esta vida, a qual não passa da razão próxima das sociedades políticas; e, como que lhe sendo estranha, de maneira alguma se ocupa da razão última delas, que é a beatitude eterna proposta ao homem quando esta vida, tão curta, houver findado. E, no entanto, achando-se a ordem presente das coisas, que se desenrola no tempo, subordinada à conquista desse bem supremo e absoluto, não somente o poder civil não deve obstar a essa conquista, mas deve ainda ajudar-nos nela.

"Essa tese subverte igualmente a ordem muito sabiamente estabelecida por Deus no mundo, ordem que exige uma harmoniosa concórdia entre as duas sociedades. Essa duas sociedades, a sociedade religiosa e a sociedade civil, têm, com efeito, os mesmos súditos, embora cada uma delas exerça na sua esfera própria a sua autoridade sobre eles. Daí resulta forçosamente que haverá muitas matérias que ambas deverão conhecer, como sendo da alçada de ambas. Ora, venha a desaparecer o acordo entre o Estado e a Igreja, e dessas matérias comuns pulularão facilmente os germes de contendas, que se tornarão agudíssimos dos dois lados; a noção da verdade será, com isso, perturbada, e as almas ficarão cheias de grande ansiedade.

"Finalmente, essa tese inflige graves danos à própria sociedade civil, pois esta não pode prosperar nem durar muito tempo quando não se dá nela o seu lugar à religião, regra suprema e soberana senhora quando se trata dos direitos do homem e dos seus deveres." (Grifos meus.)

Papa Pio IX

O Papa Pio IX também havia se pronunciado sobre o tal "estado laico" quando disse que é um erro defender que "a Igreja deve estar separada do Estado e o Estado da Igreja" ("Syllabus"). No mesmo documento, a Igreja condena que se apóie o estado/governo "suprimir as Ordens religiosas, as colegiadas e os benefícios simples, ainda que sejam de padroado, e submeter os seus bens à alçada e administração da autoridade civil", como tem ocorrido em países governados pelos aliados dos dois candidatos.

Pio IX chama ao socialismo/comunismo de "peste" ("Syllabus"). Noutra encíclica, ele diz que "aqui (tende) essa doutrina nefanda do chamado comunismo, sumamente contrária ao próprio direito natural, a qual, uma vez admitida, levaria à subversão radical dos direitos, das coisas, das propriedades de todos e da própria sociedade humana" ("Encíclica Qui pluribus"). Depois, Leão XIII chamou o comunismo de "peste mortífera, que invade a medula da sociedade humana e a conduz a um perigo extremo" ("Quod Apostolici muneris"). Mais tarde, o Papa Pio XI adverte: "Vós, sem dúvida, Veneráveis Irmãos, já percebestes de que perigo ameaçador falamos: é do comunismo, denominado bolchevista e ateu, que se propõe como fim peculiar revolucionar radicalmente a ordem social e subverter os próprios fundamentos da civilização cristã." ("Divini Redemptoris").

O mesmo Papa Pio XI, na mesma encíclica ("Divini Redemptoris"), faz vários esclarecimentos sobre o que é o socialismo/comunismo/marxismo - e é ensino oficial da Igreja:

"A doutrina comunista (...) apresenta-se sob a máscara de redenção dos humildes. E um pseudo-ideal de justiça, de igualdade e de fraternidade universal no trabalho de tal modo impregna toda a sua doutrina e toda a sua atividade dum misticismo hipócrita, que as multidões seduzidas por promessas falazes e como que estimuladas por um contágio violentíssimo lhes comunica um ardor e entusiasmo irreprimível"

"Ora, a doutrina que os comunistas em nossos dias espalham, proposta muitas vezes sob aparências capciosas e sedutoras, funda-se de fato nos princípios do materialismo chamado dialético e histórico, ensinado por Karl Marx (...) Essa doutrina proclama que não há mais que uma só realidade universal, a matéria, formada por forças cegas e ocultas, que, através da sua evolução natural, se vai transformando em planta, em animal, em homem. (...) É, pois, evidente que neste sistema não há lugar sequer para a idéia de Deus (...) É por isso que se esforçam por tornarem mais agudos os antagonismos que surgem entre as várias classes da sociedade, porfiando porque a luta de classes, tão cheia, infelizmente, de ódios e de ruínas, tome o aspecto de uma guerra santa em prol do progresso da humanidade; e até mesmo, porque todas as barreiras que se opõem a essas sistemáticas violências, sejam completamente destruídas, como inimigas do gênero humano."

"Além disso, o comunismo despoja o homem da sua liberdade na qual consiste a norma da sua vida espiritual; e ao mesmo tempo priva a pessoa humana da sua dignidade, e de todo o freio na ordem moral (...) os direitos naturais (...) são negados ao homem indivíduo, para serem atribuídos à coletividade. [S]ustentam o princípio da igualdade absoluta, rejeitam toda a hierarquia e autoridade, que proceda de Deus, até mesmo a dos pais; porquanto, como asseveram, tudo quanto existe de autoridade e subordinação, tudo isso, como de primeira e única fonte, deriva da sociedade. Nem aos indivíduos se concede direito algum de propriedade sobre bens naturais ou sobre meios de produção (...)

"Além disto, como esta doutrina rejeita e repudia todo o caráter sagrado da vida humana, segue-se por natural conseqüência que para ela o matrimônio e a família é apenas uma instituição civil e artificial, fruto de um determinado sistema econômico (...) para o comunismo não existe laço algum da mulher com a família e com o lar. (...) Rouba-se, enfim, aos pais, o direito que lhes compete de educar os filhos (...)"

"Aqui tendes, Veneráveis Irmãos, diante dos olhos do espírito, a doutrina que os comunistas bolchevistas e ateus pregam à humanidade como novo evangelho, e mensagem salvadora de redenção! Sistema cheio de erros e sofismas, igualmente oposto à revelação divina e à razão humana; sistema que, por destruir os fundamentos da sociedade, subverte a ordem social, que não reconhece a verdadeira origem, natureza e fim do Estado; que rejeita enfim e nega os direitos, a dignidade e a liberdade da pessoa humana."

Durante a Guerra Civil Espanhola, cerca de 4.500 religiosos foram mortos. Na imagem, comunistas treinam tiro numa imagem de Jesus.
















No restante da encíclica, Pio XI mostra a origem dessa tragédia, fala do conluio da mídia (na época, chamada "impressa", da propaganda, das falsas promessas e da perseguição aos cristãos em países comunistas como Rússia, Espanha e México. (Hoje, certamente falaria da Nicarágua, entre outros). Para que a encíclica não constituísse apenas uma denúncia mas um chamado à fé cristã, o Papa ainda recapitula o ensino da Igreja sobre o Homem, a Família, a Sociedade e o Estado; propõe remédios para o problema e, enfim, reforça seu clamor:

"Ao princípio, o comunismo mostrou-se tal qual era em toda a sua perversidade; mas bem depressa se capacitou de que desse modo afastava de si os povos; e por isso mudou de tática e procura atrair as multidões com vários enganos, ocultando os seus desígnios sob a máscara de ideais, em si bons e atraentes. Assim, vendo o desejo geral de paz, os chefes do comunismo fingem ser os mais zelosos fautores e propagandistas do movimento a favor da paz mundial; mas ao mesmo tempo excitam a uma luta de classes que faz correr rios de sangue, e, sentindo que não têm garantias internas de paz, recorrem a armamentos ilimitados. Assim, sob vários nomes que nem por sombras aludem ao comunismo, fundam associações e periódicos que servem depois unicamente para fazerem penetrar as suas idéias em meios, que de outra forma lhe não seriam facilmente acessíveis, procuram até com perfídia infiltrar-se em associações católicas e religiosas. Assim, em outras partes, sem renunciarem um ponto a seus perversos princípios, convidam os católicos a colaborar com eles no campo chamado humanitário e caritativo, propondo às vezes, até coisas completamente conformes ao espírito cristão e à doutrina da Igreja. Em outras partes levam a hipocrisia até fazer crer que o comunismo, em países de maior fé e de maior cultura, tomará outro aspecto mais brando, não impedirá o culto religioso e respeitará a liberdade das consciências. (...)

"Procurai, Veneráveis Irmãos, que os fiéis não se deixem enganar! O comunismo é intrinsecamente perverso e não se pode admitir em campo nenhum a colaboração com ele, da parte de quem quer que deseje salvar a civilização cristã. E, se alguns, induzidos em erro, cooperassem para a vitória do comunismo no seu país, seriam os primeiros a cair como vítimas do seu erro; e quanto mais se distinguem pela antiguidade e grandeza da sua civilização cristã as regiões aonde o comunismo consegue penetrar, tanto mais devastador lá se manifesta o ódio dos “sem-Deus”. (Grifos meus.)

O Papa João Paulo II repreende Ernesto Cardenal, padre da Teologia da Libertação comunista,
e apoiador de Daniel Ortega, atual presidente da Nicarágua, durante a visita do papa ao país em 1983.


Pobrezinho do São Francisco!

O uso político da figura de São Francisco de Assis é outra artimanha. De fato, o desprezo pelo santo é tão grande que praticamente toda sua vida é ignorada e apenas sua imagem e interpretações maliciosas de seu vínculo com a "natureza" são utilizados para fins de propaganda esquerdista.

Excelente obra para quem quer saber
quem foi São Francisco de verdade!
Pra começar, para Francisco, não há tal coisa como "natureza". Não no sentido materialista nem, muito menos, no sentido panteísta. Para o santo, existe a Criação como obra e sinal de Deus. O irmãos animais, Sol, Lua, estrelas, vento, água, etc., dão notícias do amor e da sabedoria de Deus.  Como diz Johannes Joergensen, autor da famosa biografia do santo, "São Francisco de Assis" (1907), "nada mais falso que considerar o santo como um panteísta. Nunca se confundiu a si próprio, nem Deus, com a natureza (...) A sua atitude para com a natureza foi sempre, pura e simplesmente, a do primeiro artigo do Credo da Igreja: a crença num Pai que é ao mesmo tempo um criador" (Grifos meus). É, pois, um sentimento "bíblico e, por conseguinte, absolutamente cristão".

"Mais da metade da sua contemplação da natureza era simbólica. Gostava da água porque lhe lembrava a santa penitência (...) porque era instrumento do batismo.(...) Era com infinitas precauções que punha os pés em cima das pedras e das rochas, porque pensava sempre nessa pedra simbólica chamada [Pedra Angular] (...) [Lembrava-se] da cruz, feita de árvore (...) Todas as criaturas eram para ele palavras vivas de Deus (...) A criatura fazia-lhe compreender o Criador." (Grifos meus.)

De fato, o próprio Cântico das Criaturas tem como foco o próprio Deus:

"Altíssimo, Onipotente e bom Senhor, só tu és digno de louvor e glória, honra e todas as bênçãos! (...) Louvados sejas, Senhor, com todas as tuas criaturas (e daí menciona o Sol, a lua, as estrelas, etc. e conclui:) Louvai e bendizei o Senhor e dai-lhe graças e servi-o com toda a humildade"

Chile.

Por falar em humildade, o tal presidenciável "mais cristão", além do estado laico, mostra uma visão completamente oposta à da Igreja em relação ao sacerdócio. Numa falácia tão maliciosa quanto gritante, chega a dizer que não precisa de padre para nada, bastando cada um rezar no seu quarto. A jogada está em que, embora seja verdade que Cristo mesmo tenha recomendado a oração recolhida, nem a Igreja reza apenas dessa maneira nem se precisaria de padre apenas para rezar. E a conexão com o frei se torna ainda mais escandalosa porque São Francisco não apenas entendia, como todo bom católico, a função do sacerdote na oração pública da Igreja, a Missa, como tinha os padres e bispos na mais elevada estima pois, compreendendo que a Igreja, como Corpo de Cristo, tem vários membros, cada qual com sua função, estava plenamente ciente de que é através dos sacerdotes que Cristo age , pela via sacramental, quando perdoa nossos pecados (Confissão) e quando se entrega em comunhão aos fiéis (Eucaristia). Como diz o testamento do santo:


Brasil.

"E Deus me deu uma fé tão grande nas igrejas que eu orava com toda a minha alma dizendo: 'Nós te adoramos e bendizemos, Senhor Jesus Cristo, aqui e em todas as igrejas, porque pela tua santa cruz remistes o mundo'. E, mais tarde, o Senhor me deu, e continua a me dar, uma fé tão grande nos sacerdotes que vivem segundo a regra da Igreja Católica que, mesmo que esses padres me perseguissem, continuaria a recorrer a eles por causa de seu caráter sagrado (...) E temo, amo e venero esses sacerdotes e todos os outros, como meus mestres. E faço assim porque, neste mundo, nada conheço do Filho de Deus senão seu Santíssimo Corpo e o seu Preciosíssimo Sangue, e são os sacerdotes que recebem primeiro este Corpo e este Sangue para o transmitirem aos outros. E esses mistérios três vezes santos, quero honrá-los e amá-los acima de tudo, e quero que sejam conservados nos lugares mais preciosos." (Grifos meus.)

Noutra parte, diz Francisco:

"Todos os que viram o Senhor Jesus Cristo segundo a carne mas não o viram segundo o Espírito, na sua Divindade, para acreditarem que Ele é verdadeiramente o Filho de Deus, estão condenados. Ora, o mesmo acontece àqueles que só nas formas do pão e do vinho veem o sacramento do Corpo de Cristo, quando é consagrado no altar pelas palavras do Salvador e pelas mãos do sacerdote e não o veem em espírito na sua Divindade, e não acreditam que é verdadeiramente o Sagrado Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo."

E acrescenta o autor: "O tema predileto de Francisco [era] a veneração que se deve ao Santíssimo Sacramento e, por conseguinte, o respeito aos sacerdotes. Por vezes, Francisco chegava ao ponto de exigir que os irmãos beijassem os cascos dos cavalo em que montasse um deles."


* * *

Enfim, recordamos aqui do mais famoso franciscano após São Francisco, Santo Antônio de Lisboa. É conhecida sua luta contra os agiotas e tiranos, nas pegadas do santo fundador de sua ordem. Ambos, Francisco e Antônio pregavam de tal modo que promoviam a conversão dos corruptos e os faziam devolver o que haviam roubado. Fica a pergunta: como seria de esperar de um franciscano, porventura frei David reclamará a seu presidenciável protegido que se arrependa de seus pecados e devolva o que a justiça exige dele?

Anexo

Vídeo: 

https://www.youtube.com/watch?v=Dnt_4ivN3j4

Transcrição:

"Um grupo de nós, franciscanos, temos consciência de que um dos presidenciáveis mais cristãos que  temos no Brasil é o presidente Lula. Ele foi membro das Comunidades Eclesiais de Base! Ele foi acolhido por Dom Cláudio Hummes, junto com a greve do ABC, abrindo a igreja, e acolhendo os trabalhadores que estavam sendo perseguidos, como foi perseguido Jesus Cristo de Nazaré - como foi perseguido Jesus de Nazaré!

"Portanto, nós, os franciscanos, hoje, dia de São Francisco, padroeiro da ecologia, queremos um  presidente que ame São Francisco, que respeita a Ecologia,... hoje, [dia de] São Francisco, padroeiro dos animais selvagens, queremos um presidente que respeita a natureza, para acolher a casa dos animais selvagens. E nós, animais humanos, precisamos ser bem tratados, bem alimentados. Os pobres não pode[m ficar] abandonado[s] - São Francisco foi amigo dos pobres - e queremos que o presidente Lula seja amigo dos pobres.

"Portanto, hoje, dia de São Francisco de Assis - hoje, dia de São Francisco de Assis -, um grupo de franciscanos vamos visitar o Lula e o candidato a governador [de SP], Haddad, porque nós entendemos que são Francisco quer muito ver os dois vencendo. São Francisco é o homem dos pobres, São Francisco é o homem da natureza, São Francisco é o homem que quer ver a justiça florescer.

"Paz e bem em São Francisco de Assis!"

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