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| Ecco, il santo! |
Os "cristãos"
Ambos os candidatos incensados pelo frei pregam ideias condenadas pela Igreja. Desde o Papa Leão XIII, a Igreja tem se manifestado em documentos magisteriais oficiais contra as doutrinas e o modo de ação revolucionário defendidos pelos candidatos (Como disse o Papa Pio XI, "condenamos os erros e processos dos comunistas").
| Papa Leão XIII - franciscano! |
Os socialistas (...) instigam nos pobres o ódio contra os que possuem [propriedades], e pretendem (...) [que a] administração deve voltar para os Municípios ou para o Estado. Mediante esta transladação das propriedades e esta igual repartição das riquezas e das comodidades que elas proporcionam entre os cidadãos, lisonjeiam-se de aplicar um remédio eficaz aos males presentes. Mas semelhante teoria, longe de ser capaz de por termo ao conflito, prejudicaria ao operário se fosse posto em prática. Outrossim, é sumamente injusta, por violar os direitos legítimos dos proprietários, viciar as funções do Estado e tender para a subversão completa do edifício social.(Grifos meus.)
O presidenciável chegou a proferir em público que a Igreja não deve se meter em assunto de governo, e que ele prega o estado laico. O que significa "estado laico" para ele é óbvio: a religião não deve ter nenhum poder sobre o estado/governo, mas o estado/governo deve poder interferir na religião. Essa é outra tese condenada pela Igreja. O mesmo Papa Leão XIII, noutra encíclica ("Vehementer Nos"), afirmou:
"Que seja preciso separar o Estado da Igreja, é esta uma tese absolutamente falsa, um erro perniciosíssimo. Com efeito, baseada nesse princípio de que o Estado não deve reconhecer nenhum culto religioso ela é, em primeiro lugar, em alto grau injuriosa para com Deus; porquanto o Criador do homem também é o Fundador das sociedades humanas, e conserva-as na existência como nos sustenta nelas. Devemos-lhe, pois, não somente um culto privado, mas um culto público e social para honrá-lo.
"Além disto, essa tese é a negação claríssima da ordem sobrenatural. De feito, ela limita a ação do Estado à simples demanda da prosperidade pública durante esta vida, a qual não passa da razão próxima das sociedades políticas; e, como que lhe sendo estranha, de maneira alguma se ocupa da razão última delas, que é a beatitude eterna proposta ao homem quando esta vida, tão curta, houver findado. E, no entanto, achando-se a ordem presente das coisas, que se desenrola no tempo, subordinada à conquista desse bem supremo e absoluto, não somente o poder civil não deve obstar a essa conquista, mas deve ainda ajudar-nos nela.
"Essa tese subverte igualmente a ordem muito sabiamente estabelecida por Deus no mundo, ordem que exige uma harmoniosa concórdia entre as duas sociedades. Essa duas sociedades, a sociedade religiosa e a sociedade civil, têm, com efeito, os mesmos súditos, embora cada uma delas exerça na sua esfera própria a sua autoridade sobre eles. Daí resulta forçosamente que haverá muitas matérias que ambas deverão conhecer, como sendo da alçada de ambas. Ora, venha a desaparecer o acordo entre o Estado e a Igreja, e dessas matérias comuns pulularão facilmente os germes de contendas, que se tornarão agudíssimos dos dois lados; a noção da verdade será, com isso, perturbada, e as almas ficarão cheias de grande ansiedade.
"Finalmente, essa tese inflige graves danos à própria sociedade civil, pois esta não pode prosperar nem durar muito tempo quando não se dá nela o seu lugar à religião, regra suprema e soberana senhora quando se trata dos direitos do homem e dos seus deveres." (Grifos meus.)
| Papa Pio IX |
Pio IX chama ao socialismo/comunismo de "peste" ("Syllabus"). Noutra encíclica, ele diz que "aqui (tende) essa doutrina nefanda do chamado comunismo, sumamente contrária ao próprio direito natural, a qual, uma vez admitida, levaria à subversão radical dos direitos, das coisas, das propriedades de todos e da própria sociedade humana" ("Encíclica Qui pluribus"). Depois, Leão XIII chamou o comunismo de "peste mortífera, que invade a medula da sociedade humana e a conduz a um perigo extremo" ("Quod Apostolici muneris"). Mais tarde, o Papa Pio XI adverte: "Vós, sem dúvida, Veneráveis Irmãos, já percebestes de que perigo ameaçador falamos: é do comunismo, denominado bolchevista e ateu, que se propõe como fim peculiar revolucionar radicalmente a ordem social e subverter os próprios fundamentos da civilização cristã." ("Divini Redemptoris").
O mesmo Papa Pio XI, na mesma encíclica ("Divini Redemptoris"), faz vários esclarecimentos sobre o que é o socialismo/comunismo/marxismo - e é ensino oficial da Igreja:
"A doutrina comunista (...) apresenta-se sob a máscara de redenção dos humildes. E um pseudo-ideal de justiça, de igualdade e de fraternidade universal no trabalho de tal modo impregna toda a sua doutrina e toda a sua atividade dum misticismo hipócrita, que as multidões seduzidas por promessas falazes e como que estimuladas por um contágio violentíssimo lhes comunica um ardor e entusiasmo irreprimível"
"Ora, a doutrina que os comunistas em nossos dias espalham, proposta muitas vezes sob aparências capciosas e sedutoras, funda-se de fato nos princípios do materialismo chamado dialético e histórico, ensinado por Karl Marx (...) Essa doutrina proclama que não há mais que uma só realidade universal, a matéria, formada por forças cegas e ocultas, que, através da sua evolução natural, se vai transformando em planta, em animal, em homem. (...) É, pois, evidente que neste sistema não há lugar sequer para a idéia de Deus (...) É por isso que se esforçam por tornarem mais agudos os antagonismos que surgem entre as várias classes da sociedade, porfiando porque a luta de classes, tão cheia, infelizmente, de ódios e de ruínas, tome o aspecto de uma guerra santa em prol do progresso da humanidade; e até mesmo, porque todas as barreiras que se opõem a essas sistemáticas violências, sejam completamente destruídas, como inimigas do gênero humano."
"Além disso, o comunismo despoja o homem da sua liberdade na qual consiste a norma da sua vida espiritual; e ao mesmo tempo priva a pessoa humana da sua dignidade, e de todo o freio na ordem moral (...) os direitos naturais (...) são negados ao homem indivíduo, para serem atribuídos à coletividade. [S]ustentam o princípio da igualdade absoluta, rejeitam toda a hierarquia e autoridade, que proceda de Deus, até mesmo a dos pais; porquanto, como asseveram, tudo quanto existe de autoridade e subordinação, tudo isso, como de primeira e única fonte, deriva da sociedade. Nem aos indivíduos se concede direito algum de propriedade sobre bens naturais ou sobre meios de produção (...)"Além disto, como esta doutrina rejeita e repudia todo o caráter sagrado da vida humana, segue-se por natural conseqüência que para ela o matrimônio e a família é apenas uma instituição civil e artificial, fruto de um determinado sistema econômico (...) para o comunismo não existe laço algum da mulher com a família e com o lar. (...) Rouba-se, enfim, aos pais, o direito que lhes compete de educar os filhos (...)"
"Aqui tendes, Veneráveis Irmãos, diante dos olhos do espírito, a doutrina que os comunistas bolchevistas e ateus pregam à humanidade como novo evangelho, e mensagem salvadora de redenção! Sistema cheio de erros e sofismas, igualmente oposto à revelação divina e à razão humana; sistema que, por destruir os fundamentos da sociedade, subverte a ordem social, que não reconhece a verdadeira origem, natureza e fim do Estado; que rejeita enfim e nega os direitos, a dignidade e a liberdade da pessoa humana."
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| Durante a Guerra Civil Espanhola, cerca de 4.500 religiosos foram mortos. Na imagem, comunistas treinam tiro numa imagem de Jesus. |
No restante da encíclica, Pio XI mostra a origem dessa tragédia, fala do conluio da mídia (na época, chamada "impressa", da propaganda, das falsas promessas e da perseguição aos cristãos em países comunistas como Rússia, Espanha e México. (Hoje, certamente falaria da Nicarágua, entre outros). Para que a encíclica não constituísse apenas uma denúncia mas um chamado à fé cristã, o Papa ainda recapitula o ensino da Igreja sobre o Homem, a Família, a Sociedade e o Estado; propõe remédios para o problema e, enfim, reforça seu clamor:
"Ao princípio, o comunismo mostrou-se tal qual era em toda a sua perversidade; mas bem depressa se capacitou de que desse modo afastava de si os povos; e por isso mudou de tática e procura atrair as multidões com vários enganos, ocultando os seus desígnios sob a máscara de ideais, em si bons e atraentes. Assim, vendo o desejo geral de paz, os chefes do comunismo fingem ser os mais zelosos fautores e propagandistas do movimento a favor da paz mundial; mas ao mesmo tempo excitam a uma luta de classes que faz correr rios de sangue, e, sentindo que não têm garantias internas de paz, recorrem a armamentos ilimitados. Assim, sob vários nomes que nem por sombras aludem ao comunismo, fundam associações e periódicos que servem depois unicamente para fazerem penetrar as suas idéias em meios, que de outra forma lhe não seriam facilmente acessíveis, procuram até com perfídia infiltrar-se em associações católicas e religiosas. Assim, em outras partes, sem renunciarem um ponto a seus perversos princípios, convidam os católicos a colaborar com eles no campo chamado humanitário e caritativo, propondo às vezes, até coisas completamente conformes ao espírito cristão e à doutrina da Igreja. Em outras partes levam a hipocrisia até fazer crer que o comunismo, em países de maior fé e de maior cultura, tomará outro aspecto mais brando, não impedirá o culto religioso e respeitará a liberdade das consciências. (...)
"Procurai, Veneráveis Irmãos, que os fiéis não se deixem enganar! O comunismo é intrinsecamente perverso e não se pode admitir em campo nenhum a colaboração com ele, da parte de quem quer que deseje salvar a civilização cristã. E, se alguns, induzidos em erro, cooperassem para a vitória do comunismo no seu país, seriam os primeiros a cair como vítimas do seu erro; e quanto mais se distinguem pela antiguidade e grandeza da sua civilização cristã as regiões aonde o comunismo consegue penetrar, tanto mais devastador lá se manifesta o ódio dos “sem-Deus”. (Grifos meus.)
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| O Papa João Paulo II repreende Ernesto Cardenal, padre da Teologia da Libertação comunista, e apoiador de Daniel Ortega, atual presidente da Nicarágua, durante a visita do papa ao país em 1983. |
Pobrezinho do São Francisco!
O uso político da figura de São Francisco de Assis é outra artimanha. De fato, o desprezo pelo santo é tão grande que praticamente toda sua vida é ignorada e apenas sua imagem e interpretações maliciosas de seu vínculo com a "natureza" são utilizados para fins de propaganda esquerdista.
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| Excelente obra para quem quer saber quem foi São Francisco de verdade! |
"Mais da metade da sua contemplação da natureza era simbólica. Gostava da água porque lhe lembrava a santa penitência (...) porque era instrumento do batismo.(...) Era com infinitas precauções que punha os pés em cima das pedras e das rochas, porque pensava sempre nessa pedra simbólica chamada [Pedra Angular] (...) [Lembrava-se] da cruz, feita de árvore (...) Todas as criaturas eram para ele palavras vivas de Deus (...) A criatura fazia-lhe compreender o Criador." (Grifos meus.)
De fato, o próprio Cântico das Criaturas tem como foco o próprio Deus:
"Altíssimo, Onipotente e bom Senhor, só tu és digno de louvor e glória, honra e todas as bênçãos! (...) Louvados sejas, Senhor, com todas as tuas criaturas (e daí menciona o Sol, a lua, as estrelas, etc. e conclui:) Louvai e bendizei o Senhor e dai-lhe graças e servi-o com toda a humildade"
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| Chile. |
Por falar em humildade, o tal presidenciável "mais cristão", além do estado laico, mostra uma visão completamente oposta à da Igreja em relação ao sacerdócio. Numa falácia tão maliciosa quanto gritante, chega a dizer que não precisa de padre para nada, bastando cada um rezar no seu quarto. A jogada está em que, embora seja verdade que Cristo mesmo tenha recomendado a oração recolhida, nem a Igreja reza apenas dessa maneira nem se precisaria de padre apenas para rezar. E a conexão com o frei se torna ainda mais escandalosa porque São Francisco não apenas entendia, como todo bom católico, a função do sacerdote na oração pública da Igreja, a Missa, como tinha os padres e bispos na mais elevada estima pois, compreendendo que a Igreja, como Corpo de Cristo, tem vários membros, cada qual com sua função, estava plenamente ciente de que é através dos sacerdotes que Cristo age , pela via sacramental, quando perdoa nossos pecados (Confissão) e quando se entrega em comunhão aos fiéis (Eucaristia). Como diz o testamento do santo:
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| Brasil. |
"E Deus me deu uma fé tão grande nas igrejas que eu orava com toda a minha alma dizendo: 'Nós te adoramos e bendizemos, Senhor Jesus Cristo, aqui e em todas as igrejas, porque pela tua santa cruz remistes o mundo'. E, mais tarde, o Senhor me deu, e continua a me dar, uma fé tão grande nos sacerdotes que vivem segundo a regra da Igreja Católica que, mesmo que esses padres me perseguissem, continuaria a recorrer a eles por causa de seu caráter sagrado (...) E temo, amo e venero esses sacerdotes e todos os outros, como meus mestres. E faço assim porque, neste mundo, nada conheço do Filho de Deus senão seu Santíssimo Corpo e o seu Preciosíssimo Sangue, e são os sacerdotes que recebem primeiro este Corpo e este Sangue para o transmitirem aos outros. E esses mistérios três vezes santos, quero honrá-los e amá-los acima de tudo, e quero que sejam conservados nos lugares mais preciosos." (Grifos meus.)
Noutra parte, diz Francisco:
"Todos os que viram o Senhor Jesus Cristo segundo a carne mas não o viram segundo o Espírito, na sua Divindade, para acreditarem que Ele é verdadeiramente o Filho de Deus, estão condenados. Ora, o mesmo acontece àqueles que só nas formas do pão e do vinho veem o sacramento do Corpo de Cristo, quando é consagrado no altar pelas palavras do Salvador e pelas mãos do sacerdote e não o veem em espírito na sua Divindade, e não acreditam que é verdadeiramente o Sagrado Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo."
E acrescenta o autor: "O tema predileto de Francisco [era] a veneração que se deve ao Santíssimo Sacramento e, por conseguinte, o respeito aos sacerdotes. Por vezes, Francisco chegava ao ponto de exigir que os irmãos beijassem os cascos dos cavalo em que montasse um deles."
* * *
Enfim, recordamos aqui do mais famoso franciscano após São Francisco, Santo Antônio de Lisboa. É conhecida sua luta contra os agiotas e tiranos, nas pegadas do santo fundador de sua ordem. Ambos, Francisco e Antônio pregavam de tal modo que promoviam a conversão dos corruptos e os faziam devolver o que haviam roubado. Fica a pergunta: como seria de esperar de um franciscano, porventura frei David reclamará a seu presidenciável protegido que se arrependa de seus pecados e devolva o que a justiça exige dele?
Anexo
Vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=Dnt_4ivN3j4
Transcrição:
"Um grupo de nós, franciscanos, temos consciência de que um dos presidenciáveis mais cristãos que temos no Brasil é o presidente Lula. Ele foi membro das Comunidades Eclesiais de Base! Ele foi acolhido por Dom Cláudio Hummes, junto com a greve do ABC, abrindo a igreja, e acolhendo os trabalhadores que estavam sendo perseguidos, como foi perseguido Jesus Cristo de Nazaré - como foi perseguido Jesus de Nazaré!
"Portanto, nós, os franciscanos, hoje, dia de São Francisco, padroeiro da ecologia, queremos um presidente que ame São Francisco, que respeita a Ecologia,... hoje, [dia de] São Francisco, padroeiro dos animais selvagens, queremos um presidente que respeita a natureza, para acolher a casa dos animais selvagens. E nós, animais humanos, precisamos ser bem tratados, bem alimentados. Os pobres não pode[m ficar] abandonado[s] - São Francisco foi amigo dos pobres - e queremos que o presidente Lula seja amigo dos pobres.
"Portanto, hoje, dia de São Francisco de Assis - hoje, dia de São Francisco de Assis -, um grupo de franciscanos vamos visitar o Lula e o candidato a governador [de SP], Haddad, porque nós entendemos que são Francisco quer muito ver os dois vencendo. São Francisco é o homem dos pobres, São Francisco é o homem da natureza, São Francisco é o homem que quer ver a justiça florescer.
"Paz e bem em São Francisco de Assis!"









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